Presidente da Câmara de Conde é afastado devido a denúncias de irregularidades

O presidente da Câmara de Vereadores do Conde, Ednaldo Barbosa (Naldo Cell) , foi afastado do cargo por oito votos a dois, pelo período de 20 dias, nesta segunda-feira (7).

O afastamento, segundo os parlamentares, foi motivado devido a diversas denúncias de irregularidades na gestão de Naldo Cell, dentre elas, o favorecimento de parentes após  uma empresa que tem a mãe dele como diretora ter sido contratada com dispensa de licitação, para realizar uma reforma na Câmara e cuja obra custaria R$ 10 mil, de acordo com dados do Sagres.

Outro fato denunciado foi a contratação de um posto de combustível para fornecimento de gasolina a um veículo alugado pela Câmara quando sequer havia contratação por licitação da empresa fornecedora do carro.

Foi denunciado, ainda, que o presidente da Câmara supostamente utilizava, para fins particulares, o carro locado pela casa legislativa e com combustível pago com dinheiro público.

A aquisição do carro locado custou R$ 23,4 mil e a aquisição do combustível, R$ 1.286. Também foram apontados o superfaturamento em obras de jardinagem e até na aquisição de café e canetas. Ednaldo teria gasto em três meses mais de R$ 16 mil em produtos e serviços “obscuros”.

O autor do requerimento que pediu o afastamento de Naldo, vereador Malba de Jacumã (SD), informou que o afastamento se faz necessário para que as denúncias sejam apuradas. “É tanta denúncia que dá para fazer uma matéria por semana”, afirmou o parlamentar.

O fato inusitado da sessão, foi que ela começou sendo presidida por Naldo Cell. Ele ouviu as denúncias feitas no “pedido de afastamento”, mas encerrou a sessão, se levantando da cadeira de presidente. Quando ele se levantou, o seu vice-presidente, Irmão Cacá, deu continuidade a sessão com a aprovação da maioria dos parlamentares presentes, essa ação do vice culminou com o afastamento do presidente.

Resposta de Naldo Cell

Em contato com o Portal do Litoral, o presidente Naldo Cell afirmou que provará que todos os seus atos foram legais, transparentes e regulares. “Estou reunido com meus advogados e provarei que essa sessão não tem procedência, não há nada que desabone minha conduta como presidente”, afirmou o vereador.

O parlamentar não reconhece como legitimo seu afastamento e afirma que provará sua inocência. Ele afirma que ainda hoje, emitirá uma nota à imprensa paraibana.

Redação, com Portal Do Litoral

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